sábado, janeiro 21, 2006

APELO

Amanhã Portugal vai a votos!
Sim, Portugal. Infelizmente...

A partidocracia fez mais uma vez o seu trabalho: a escolha prévia dos candidatos "de todos os portugueses", o livrinho, a canetinha, o aventalinho, a bolsinha, ..., o beijinho!
Feiras, mercados, lojas, ruas do nosso Portugal, numa invasão a que já nos habituámos. Uma invasão imposta pelo sistema partidário, que ninguém quer, ninguem gosta, mas que todos acolhem com mais um "beijinho" ao candidato! "Que ganhe, é ele a minha escolha..."

Grande mentira esta!...

Ninguém escolhe ninguém!
Ninguém pediu um Cavaco, um Alegre, um Soares, um Louçã ou um Garcia Pereira, muito menos um Jerónimo que avance com "confiança"! Como ninguém pediu que existisse tanta coisa que compramos enganados do nosso próprio desejo, impulsionados pelas massas consumidoras.

O que Portugal reclama, inegavelmente, é alguem que segure o leme e encaminhe o barco em direcção certa, sem desvios à direita ou à esquerda que atrasem o progresso da embarcação lusa.
E a isso, só a isenção do Rei pode preencher de resposta!

Protestemos.
Revoltemo-nos!
Pelo Rei,
Por Nós,
Por Portugal!

2 Comments:

Blogger subversiva said...

Permite-me ser mais uma vez chata, imbirrante ou até mesmo implicante.
Aceita-o como mais te convier.
Concordo contigo até à parte do "viva o rei" e desta vez permite-me uma justificação.
Tudo tem o seu lado positivo e negativo.
Apraz-me saber, por muito que o aches populacho da minha parte, que posso votar em quem vai representar o meu país. Sabendo, infelizmente, que a classe partidária manipula ou tenta manipular a população, ganhando aquele que melhor ilude e que fiável parece em suas mentiras ediondas.
Pior ainda, fico desiludida por não haverem caras novas, mas a culpa nem sequer é da classe politica. Isso advém de uma população que vive no passado e não olha em frente.
Quanto ao rei, parece-me que também é viver agarrado ao passado.
Até posso concordar contigo e com as outras pessoas que escrevem neste blog, qunato a uma monarquia institucionalizada, mas para ser sincera, acho que as oportunidades de isso acontecer já passaram e não vale apena estar agarrado ao que já aconteceu, mas agarrar-mos naquilo que temos e tentar fazer o melho possível para o melhorar-mos, sem nunca esquecermos um passado que nos identifica como nação e, em vez de andarmos em reuniões a discutir qual o orçamento para o papel higiénico das casas de banho da Assembleia da República, ou em comicios estapafúrdios a abanar as bandeirinhas do partido deviamos fazer algo de proveitoso e pela nossa história enquanto nação.
Não precisamos de regredir na história, precisamos é dela retirar o positivo, reflectir o negativo e fazÊ-la crescer sempre para melhor.
Não digo viva ao rei, digo antes, VIVA A NAÇÃO!

2:59 PM  
Blogger SA said...

Sem dúvida: VIVA A NAÇÃO!!!

Contudo discordamos em algumas coisas. Porque, no meu ver, não há qualquer regressão ao passado quando se fala em monarquia e em restauração monarquica. A Europa está povoada de reinos que, por sinal, têm os sistemas sociais mais desenvolvidos do continente, com estabilidade, qualidade de vida e culturalmente vivos. Por isso, são uma realidade, bem presente. Pena é que os portugueses, entranhados que estão na pobre cultura republicana deste pais, só se virem "lá para fora" no que respeita a consumir pessimos exemplos, como que uns uns "neo-afrancesados", em prejuizo de tudo o que é genuinamente nosso e bom!
Até dos ponto de vista histórico a monarquia se apresenta como uma evolução natural dos sistemas primitivos de chefias, em que a perturbação social que a escolha deste ou daquele gerava levou a uma adaptação do modelo para o da linhagem, que confere paz, estabilidade, segurança. Aliás, as grandes tiranias da histórias são todas elas republicas...

3:18 PM  

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