domingo, fevereiro 19, 2006

Despedirmo-nos

Há momentos em que a dormência de alma sabe bem. Momentos em que o vazio nos adorna o ser. São pois momentos de vácuo. São momentos em que a tranquilidade nos invade, e sentimo-nos vir de Alcácer Quibir.
Chegamos a casa mas depois? O que se faz depois de uma batalha? Continua-se a guerra ora pois. Ainda há algo a haver...

Há sempre algo a haver...

Serras, baías belas (das mais belas), rios... Ahhh tentativas de tentar sempre mais além, onde todos se calam pois sabem que é verdade. Como num regime onde a Verdade se relativiza, para que a outra, a Suprema se não saiba. Ahhhhh, faltar-nos vontade, porque se pensa que a sociedade nos antecede e pensando pensamos saber que não vale a pena.

Só os factos, só os factos, anteriores, exteriores e coercivos, nos moldam. Mas e então se tudo é facto. Se apanho um avião e vou para Londres beber um café, para quê saber de onde vivo, para quê saber se o buraco da estrada é tapado pelo presidente da junta de freguesia onde habito?

E digo tudo o que tenho para dizer e fica sempre por ser dito. Oculto ou discreto. As coisas importantes da vida, não o são?

E assim, pergunta-me aquele trabalhador Real " Oh senhoria, fica na acta?"

Ficar na acta para quê? Fica sempre por dizer, há sempre algo a haver. Porque não o local onde habito, porque não Portugal?

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