sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Aos muitos Pina Maniques de hoje...


Com aquela paixão, aquela insânia,
Que arrasta os homens ao nível dos brutos?
Que ideia, diz, tens da Divindade?
Confessas que é delito aos semelhantes
Traçar danos crueis, injustos males,
E pretendes sem culpa assinar-lhe
A virtude, roubando-lhe a inocência?
Indigno, incosequente, mentecapto,
Das luzes da razão abandonado,
Que dogmatizar queres vãos delírios
Que a outros opostos, e que ofendem
Natureza, Razão e Divindade;
Degradas o teu ser, consentindo
Que haja além do sepulcro Eternidade.
Aviltas a Razão, supondo-a digna
De aprovar o teu delírio extravagante;
A Divindade ofendes, quando a pintas
Com atributos, que lhe são contrários.
Esconde a face, e nunca as claras luzes
Vejas do céu, cuja existência negas;
Sepultado nas trevas da ignorância,
A que te guiam voluntários erros,
Costuma-te aos horrores desse abismo,
Em que apesar de o teres por quimera,
Confesserás um dia, mas já tarde,
Não ser uma ilusão a Eternidade.

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

carissomo: o teu discurso começa a ser um bocado repetitivo

4:55 PM  
Anonymous Anônimo said...

nota: "carissomo" é uma palavra da minha autoria, traduzido na tua bestial lingua é o mesmo que "carissimo"

4:56 PM  

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